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1 de fev. de 2018

MuscleWiki - Um site no qual você pode ver quais músculos trabalhar e como

Hoje encontrei esta página interessante na qual podemos escolher em um desenho o músculo que a gente quer trabalhar e então podemos ver os exercícios correspondentes a esse músculo. Também podemos escolher alongamentos para as regiões do corpo (no menu, na opção "Stretches"):

 link para a página musclewiki

21 de jan. de 2018

Pontos a considerar para melhorar a flexibilidade corporal


Há anos pratico artes marciais. Pratiquei uns meses antes, mas seriamente só depois dos trinta. E quando comecei descobri que apesar de não estar em má forma havia certos movimentos realmente desconfortáveis mas até a ponto de dar câimbras, como por exemplo dar um chute pra trás. Ou seja, os músculos aplicados nesse movimento estavam meio enferrujados, pouco trabalhados. Sem contar que nunca fui muito flexível e sempre admirei essa qualidade nas pessoas. Faz já muitos anos que pratico artes marciais e para ser uma boa praticante além de outras características, acho importante ser flexível. Por muitos motivos: ter mais alcance, melhorar a coordenação, etc.

Como já disse, não sou especialista em nada. Tudo o que conto é por experiência pessoal ou pela forma de pensar mesmo. Muitas coisas, apesar de eu racionalizar como "minhas verdades" pode que não sejam as "suas verdades". E espero que cada um possa acumular informações, digeri-las como úteis e inúteis e tirar suas próprias conclusões.

Depois de uns 5 anos praticando artes marciais com afinco, apesar de realizar os movimentos corretamente eu sentia que havia estagnado. Sim, eu podia realizar um chute lateral, frontal, etc. Mas eu não estava satisfeita. Eu não era capaz de fazer um "split". As formas não eram maravilhosas, apesar de me esforçar, no máximo havia conseguido uma lesão na perna e nada de melhorar substancialmente minha flexibilidade.

Pesquisei bastante, apliquei varias coisas para ver se funcionava, ao longo de anos e chego a seguinte conclusão:

- Se você observar as crianças vai ver que grande parte delas não tem problema de flexibilidade. Considero que isso se deva ao estado natural do corpo. Quando somos jovens, nos movimentamos de muitas formas, corremos, pulamos, damos cambalhotas, engatinhamos, etc. Brincamos livremente. Depois vamos amadurecendo mas de forma ruim, ficamos sentados muitas horas ao estudar, dirigir, trabalhar...E os músculos, fibras, tendões, tudo vai ficando curto, atrofiado e depois quando envelhecemos mal conseguimos subir as escadas. A ideia é evitar essa deterioração, mas ser consciente de que isso acontecerá caso não façamos uma manutenção periódica. 

- A constância nos exercícios de alongamento é essencial. Quanto mais realize os alongamentos, melhor. Digo mais no sentido de diariamente. Mas não por muito tempo, a não ser que a pessoa seja praticamente de yoga e tenha acostumado o corpo e seja capaz de ficar horas realizando diversas posições. Ou seja, é uma boa ideia realizar diariamente os exercícios de alongamento, no começo do dia e no final da tarde, meia hora mais ou menos e havendo feito algum tipo de aquecimento, para evitar lesões. A ideia é não forçar exageradamente o corpo e ir acostumando as pernas, braços e tronco a intensidade, que deverá ir aumentando até atingir o nível desejado.

- Se a pessoa não é constante provavelmente ao longo dos dias perderá os ganhos anteriores e depois terá que voltar a realizar os exercícios para chegar ao nível anterior que perdeu, etc. Ou seja, será uma perda de tempo total, sem contar que demorará muito mais tempo em ver algum resultado.

- A flexibilidade não pode ser alcançada de forma isolada, a não ser que a pessoa já seja naturalmente flexível. Com isso quero dizer que é preciso trabalhar a força (pesos, musculação) e a resistência física. Por exemplo, quando queremos fazer algo que geralmente não estamos acostumados, como por exemplo, levantar a perna o máximo possível ou fazer um split frontal ou lateral, geralmente se a pessoa não está acostumada além dela não poder realizar o movimento em si, o que acontece é que o sistema nervoso, ou seja, o próprio cérebro, para protegê-la tenta impedir esse movimento. Para o cérebro esses movimentos são uma ameaça à integridade física, porque ele sabe que o corpo não está preparada para isso. Com exercícios, o que fazemos além de condicionar o corpo é condicionar o cérebro para que ele se acostume a esses movimentos.

- Com isso quero dizer que melhorei muito a flexibilidade realizando conjuntamente meus exercícios de chutes (variados, laterais, frontais, circulares, para atrás, etc), exercícios para o tronco, como abdominais, flexões, agachamentos, kettlebell swing, musculação, exercícios de coordenação motora e equilíbrio, realizando movimentos de saltos, alternando pernas, exercícios de solo como os de jiu-jitsu, etc. A ideia é realizar movimentos repetitivos e variados, de intensidade incremental que vá condicionando o corpo para suportar toda a carga.

- Antes de conseguir fazer os splits, por exemplo, é preciso ter em conta que o peso do corpo precisará ser suportado pelas pernas enquanto a gente vai baixando. A região dos joelhos, glúteos, coxas, etc ficará sobrecarregada de forma que é preciso acostumar toda essa parte, fortalecer não só os músculos mas todas as estruturas responsáveis por manter as posições. É preciso aumentar pouco a pouco o peso e a pressão nessas partes.

- Faz-se necessário encontrar os exercícios adequados ao seu estado físico e com a intensidade adequada e que trabalhe as áreas mais debilitadas. É muito provável que ao realizar os exercícios a pessoa acabe suando muito, já que os alongamentos intensos são exercícios que precisam ser controlados, e ser realizados observando a respiração, com paciência, escutando o corpo para conhecer os limites. É preciso chegar ao limite para que tenham efeito. No entanto, não realizar nada de maneira exageradamente intensa. Ficar lesionado significará um período de repouso necessário, o que será também um período de falta de progresso. Mas pode acontecer. Por isso melhor escutar o corpo, ter períodos de descanso para que o corpo se fortaleça e se acostume a intensidade.

Obs: Estes posts não estão revisados. Vou escrevendo sobre coisas que penso. Escolho um tema que acho interessante ou importante, de algo que aprendi e vou desenvolvendo aqui sem muita ordem, de forma improvisada.

23 de set. de 2008

Lista de notícias para hipocondríacos

Diariamente me deleito com notícias que tratam de estudos e pesquisas que chegam a um sem fim de conclusões sobre temas relacionados com a saúde, comportamento, etc. Algumas das notícias são capazes de deixar qualquer um preocupado, neurótico se bem que outras são simplesmente curiosas. Tentarei atualizar com frequência, mas como sempre, não prometo nada.

Saúde

    comportamento

      27 de jun. de 2007

      Dente do siso. Minha experiência, cuidados

      Finalmente estou livre dos pontos que me deram quando tive que extrair um dente do siso na semana passada. Mas ainda falta eu tirar outro dente desses (ó céus!). Foi um dente do siso da arcada inferior. Eu estava a uma década guardando, marinando o dentinho, que estava deitado em berço esplêndido, e que só mostrava um pedacinho fora da gengiva (semi incluso).


      Quem tenha que retirar esses dentes, não os deixe para serem extraídos anos depois, como eu fiz. A coisa foi muito pior agora. Posso enumerar inúmeros motivos: Entortaram os demais dentes; tive que passar por um tratamento de canal em um segundo molar (o dente anterior ao do siso) creio que o siso com cárie acabou fazendo com que esse também se estragasse. Ambos sisos estavam com cárie, difíceis de serem escovados e havia um princípio de inflamação na gengiva ao redor. Em resumo, a coisa estava feia.Antes de partir para a extração o dentista pede uma radiografia panorâmica dos dentes. Assim ele pode saber como os dentes do siso estão posicionados.


      Na hora de extrair o siso, com a boca bem anestesiada, não há dor. Mas a língua ficou dormente e tive náuseas. Claro que foi terrível de todas as formas, já que apesar de não sentir dor alguma, vi como transcorria todo o processo.

      Como tiveram que usar a broca, depois quebraram à mão o dente (com o respectivo ruído do dente quebrando dentro da boca) e tiveram que extrair o dente que estava aderido ao osso. O cirurgião dentista era muito rápido. De forma ágil, usava a broca como se cortasse pedra. Depois quebrou o dente em partes. Então retirou os pedaços com um alicate. A mandíbula tremia com o esforço. A boca rasgou e começou a sangrar. Um pouco de sangue para lá e para cá.

      Enquanto ele fazia tudo aquilo, de maneira quase mecânica que só o costume permite, falava de forma animada com a assistente sobre coisas várias. Tardou uns quinze minutos, entre anestesia e retirada. Depois vi como entrava na boca uma agulha curvada, para dar os pontos. Três pontos. Aí se vê como algo fisicamente indolor pode se tornar um pequeno trauma.

      Voltei para casa. Tomei correndo o anti-inflamatório (que era em pozinho, para dissolver em água). Me engasguei.

      Nesse primeiro dia só tomei sopinha. Sopinha de envelope, instantânea. Ou seja, sem "sustância". Depois da sopa tomei o antibiótico e o analgésico. Medo de sentir dor.

      Fiquei com fome. Apetite não me falta nunca. Isso de tomar só sopa, bá! Aliás, ninguém me recomendou que só tomasse sopa. Disseram-me que eu poderia comer de tudo. Mas claro, com a boca inchada e insensível quem vai atacar um bifão com batatas fritas? Vai que passa a anestesia e você descobre que mordeu toda a parte interna da sua boca. E sente a dor no buraco sem dente e outra dor adicional no buraco que você fez se mordendo. Gostoso.

      Dormi com duas almofadas. É bom dormir com a cabeça elevada. Quase sentada. Assim a gente (pelo menos eu) não gira a cabeça. Dormi assim uns 5 dias, porque no quarto dia, quando resolvi dormir sem essas almofadas, sentia que o sangue pressionava o buraco. E se virava a cara, sentia certo incômodo, de forma que segui dormindo com a almofada.

      O pós-operatório foi desconfortável. A gente não consegue abrir bem a boca, ao engolir fica uma dorzinha, a boca estava rasgada e cada vez que ia comer a ferida abria. Comia devagar. Enxaguava a boca com água quando sentia que a comida ia para o lado do buraco. Depois de passar fome por um dia e meio resolvi comer de tudo (sem exagero, claro). Comendo devagar e enxaguando a boca dá para comer de tudo sim.

      Tinha que escovar os dentes lentamente, e a ferida da boca abria outra vez. Para variar, tive uma leve alergia aos medicamentos. Não sei qual dos medicamentos era, mas me estavam aparecendo umas bolinhas na pele que coçavam, a cara estava inchada por inteiro, isso no quarto dia. Parei de tomar anti-inflamatório e analgésico. O antibiótico continuei tomando porque a recomendação era para tomar 7 dias. O inchaço melhorou.

      Hoje, como disse antes, fui ao dentista tirar os pontos. E para variar a linha estava colada na gengiva. Uma dorzinha aqui e ali. Mais um sanguinho. Tudo bem, nada muito trágico... Dá para sobreviver.

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      foto Wisdom Teeth by tarale sob licença CC Attribution-ShareAlike 2.0.

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