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1 de nov. de 2018

Impressões sobre o xiaomi A1

Vivo na Espanha e comprei o smartphone pela Amazon. Faz uma semana que tenho o telefone e por enquanto estou muito satisfeita.

Meu telefone anterior era um Motorola G2, ou seja tinha pouco espaço e pouca ram. Na realidade eu nem podia usar o facebook e o twitter ao mesmo tempo, tanto pela falta de espaço como porque a memória ram ficava cheia e o telefone sofria. Drenava a bateria, enfim ainda dava para eu fazer coisas básicas nele, mas se eu queria utilizá-lo de forma mais fluida já não dava. E isso que sou muito frugal com a utilização do celular, tento colocar o mínimo de aplicativos possíveis, otimizo tudo que é possível, tinha um microSD rápido mas mesmo assim engasgava. Levei algum susto quando precisei usar o google maps de maneira continuada, quando começou a esquentar muito. Tive que desligar, mas no final das contas não aconteceu nada horrível. Usei este celular por muito tempo e tive boas experiências dentro das possibilidades dele.
Acho uma loucura gastar muito em um celular. Prefiro gastar menos nisso e ter um notebook de qualidade, por exemplo. Aqui na Espanha o preço do mi A1 não é muito alto. Então uma coisa que me chamou a atenção ao escolher o mi A1 foi que tinha um bom preço, boas especificações, vem com android one, e a câmera não é ruim.


Alguns pontos:
  • A qualidade da câmera é ok. Se bem que não tem estabilização nenhuma. Bem que poderiam colocar uma estabilização IES nas atualizações. Quero gravar vídeos e fica tudo tremido.
  • O celular é grandinho. Se bem que é cômodo que tenha uma tela grande... é difícil guardá-lo no bolso da calça.
  • O botão de voltar está a direita mas eu estava acostumada ao botão de voltar que estava à esquerda no moto G2. E com uma mão é difícil manipular o telefone só com uma mão, alcançando toda a superfície da tela. Com a capinha ele tem mais aderência e posso digitar algo com uma mão só, baixar o volume, etc mas é meio complicado.
  • Carrega rápido, em uma hora e meia.
  • A bateria no meu caso aguenta bem. Não estou todo o dia no celular. Ele está muitas horas do dia meio esquecido, mas quando estou usando posso estar horas nas redes sociais, no telegram ou escutando podcasts ou spotify, editando fotos. Jogo pouco.
  • E finalmente agora posso instalar tudo o que eu quiser e ver como ainda sobra mais de 1GB de ram enquanto ele está ali funcionando com vários aplicativos ao mesmo tempo.
  • Pude atualizá-lo a android Oreo sem problemas e funciona bem. Não esquenta.
  • Tenho o celular na versão de cor vermelha. Preferia o preto mas estava esgotado. E de qualquer forma comprei uma capa preta para ele, que esteticamente não é nenhuma maravilha mas como não me importo com o aspecto do celular não tenho problemas. Com a capa o agarre fica muito melhor, mas fica um trambolhão muito maior.
* este texto foi escrito há aproximadamente um ano, mas estou publicando agora. A versão A1 já deve ser mais nova. Minhas impressões continuam praticamente as mesmas. As atualizações de segurança mensais, devido a ser um Android One, é outro ponto a favor. Gosto deste celular 😉 Ah, e o leitor de impressões digitais permite que possamos acessar o celular de forma muito confortável.

21 de fev. de 2018

Como ser um bom fotógrafo

 Na realidade minto. Não vou dizer como ser um bom fotógrafo, porque não sou uma boa fotógrafa e não tenho autoridade para dizer quem é um bom fotógrafo ou não. Mas estive em companhia de pessoas que considero bons fotógrafos.


O que sei é como ser um fotógrafo ruim. E o que pode ser aplicado não só a fotógrafos mas a escritores, poetas, cantores, enfim...a qualquer profissão, creio eu. São coisas que no fundo todos mais ou menos já fazem uma ideia, mas algo os impede ou não querem ver a verdade.

Todos admiramos algum artista. Aquela pessoa que cria coisas únicas, que não nos deixam indiferentes, que nos comovem, que nos fazem sonhar, imaginar coisas ao ver/escutar/ler suas obras.

Vemos o resultado deles. Mas nunca o processo. Não vemos o tempo gasto, a prática, as repetições, sangue, suor e lágrimas.

Volto ao exemplo da fotografia. Conheço gente que supostamente tem interesse pela fotografia como passatempo ou profissão. Mas seus atos são todos mais ou menos, suas intenções são incertas, não existe esse fogo nas entranhas, esse tesão que te faz querer fotografar de forma obsessiva, de estar dia e noite praticando, de querer ter certos resultados, de querer ver certas coisas nas suas fotos. Vejo gente que fez 10 fotos na vida e vai perguntar a um fotógrafo as especificações técnicas dos instrumentos que usam, querem saber com qual programa editam as fotos, etc. Ou seja, acham que o aparelho que os fotógrafos usam vão fazer milagres. É como pensar que Jimi Hendrix tocava bem porque usava uma marca de guitarra específica, por exemplo. Não! Jimi Hendrix podia pegar qualquer guitarra vagabunda e ia arrasar.

Sim, é verdade que os instrumentos podem melhorar o nosso trabalho. Uma boa câmera, umas boas condições para ter boa iluminação, bons programas, chegam a fazer verdadeiros milagres. Mas o que vejo nos fotógrafos interessantes é verdadeira paixão, é estar horas e horas na prática, tirando miles e miles de fotos, verificando o resultado. Ajustam coisas, provam, repetem, melhoram e assim diariamente por anos. Ao mesmo tempo, depois de certo tempo, desejam ver suas coisas por aí, esperam saber a opinião das pessoas, são críticos com o que fazem, desejam melhorar, sentem curiosidade por aprender mais, vêem muitas fotos de outros, aprendem mais sobre técnicas e principalmente praticam, tirando muitas e muitas fotos. E agora mais, com a fotografia digital, que tornou mais barato fotografar. Porque antes ainda havia o problema do gasto com a revelação das fotos em papel.

Tô meio de saco cheio de gente que vem e quer mostrar as suas coisas sem ter se preparado minimamente. Gente que não tem autocrítica, que deveria ter suado mais, praticado mais. Gente que não está madura ainda no que faz e que se acha o ó e fica fazendo os outros perderem o tempo tendo que ler/ver/escutar as suas obras. Não digo que essas pessoas nunca serão boas. Digo que precisam aprimorar as suas artes. Algumas delas não vão realmente melhorar e serão como as demais. Paciência. Mas pessoalmente acho que isso se deve porque há pessoas que não tem autocrítica. Acha bom tudo o que elas criaram. Não conhecem o conceito de melhora progressiva, de aperfeiçoamento, não têm verdadeira noção das coisas.

A chave é a prática, o aperfeiçoamento, autocrítica, a melhora progressiva. 

Obs: Estes posts não estão revisados. Vou escrevendo sobre coisas que penso. Escolho um tema que acho interessante ou importante, de algo que aprendi e vou desenvolvendo aqui sem muita ordem, de forma improvisada.

19 de fev. de 2018

Impressões sobre o instagram. Não muito boas.

Aprendi muito estas últimas semanas postando fotos e videos no instagram. Há alguns anos já tinha postado algumas fotos lá, nenhuma em que apareço. Basicamente são fotos de objetos, pratos, lugares em que estive, nada muito interessante. É que nunca me senti com a necessidade de postar coisas realmente. Mas estou no instagram porque gosto de ver fotos e videos de outros lá.

Então sigo umas contas e no meu feed aparecem todas as contas que acho interessantes. Como a maioria das contas, a minha tem umas fotos, tenho meus contatos como seguidores e sigo várias contas. Tenho muitos interesses e no começo, como no facebook não me importava ver alguma foto da família de alguém, ver selfies de não sei quem, etc.

Mas basicamente estou no instagram para ver fotos relacionadas a arte, frases de motivação, videos de esporte, fotos e vídeos de animais, natureza, lugares interessantes, etc. Em resumo, ver fotos dos filhos dos meus amigos ou suas comemorações pessoais não são meu interesse, a não ser de amigos próximos, que posso contar nos dedos.

E no instagram, a gente não tem como “silenciar” alguém que a gente segue, pelo que sei então se fulano não para de postar algo que não me interessa deixo de seguir e pronto.

O Instagram mais que nada para mim é um lugar em que vou procurar me relaxar ou conseguir me entreter. Um lugar em que muitas vezes fico sabendo de tecnologias novas, onde busco inspiração através de técnicas artísticas que eu nem sabia que existiam, em que conheço novos desenhistas, pintores, escultores, fotógrafos, etc. É como um lugar em que a gente pode perder o tempo com coisas banais ou realmente ver e aprender coisas que podemos assimilar para depois aplicar nas nossas coisas.

Mas voltando a o que eu dizia no começo. Aprendi muito nas últimas semanas. Já que depois de praticamente anos de não postar mais nada no instagram e só tranquilamente ver meu feed com as coisas do meu interesse, nestas últimas semanas decidi voltar a postar lá. Isso tem relação com questões profissionais, de aprendizado, curiosidade, etc. São muitos motivos. E então depois deste período, em que postei fotos e vídeos, constatei o seguinte:

  • Não estou satisfeita com a maioria das coisas que postei. Antes de postar pareciam fotos e videos interessantes. Horas depois de ter postado acabaram perdendo a magia. Já queria eliminar a metade das fotos, pelo menos.
  • Fiquei frustrada porque as fotos não eram nada homogêneas, que parece ser o que define uma “boa” conta de instagram. Não sei brincar de ter um perfil hiper moderno de instagram, basicamente. Tenho distintos interesses e minha vida não é homogênea e nem quero que seja, mas é como se uma conta de instagram tivesse que ter um objetivo claro, um tema a seguir, e que tratasse sempre do mesmo tema, o que acho que no meu caso seria impossível tanto porque não posso pensar em nenhum tema que possa ser explorado de maneira infinita e que dê um look unificado ao perfil do instagram, como porque seria totalmente entediante para mim, ficar tratando do mesmo tema por muito tempo.
  • Chego a conclusão de que a não ser que você seja muito conhecido ou seja realmente um artista com um estilo único, os seus seguidores serão basicamente a sua família, amigos e contatos em geral com os quais você contactou pessoalmente na vida. Se você não tem algo único para colocar ali nas suas fotos e vídeos, você não terá muitos seguidores. Quando posto algo sempre aparecem várias pessoas que acabam me seguindo, mas na maioria são contas que não se interessam por mim. Na realidade só querem que a gente veja a conta deles. Acho essa prática um grande mal das redes sociais. É algo muito comum seguir a muitas pessoas só para ter visibilidade e não por genuíno interesse. Mas o pior é que essas práticas são fomentadas pelos próprios criadores destas redes.
  • Basicamente somos descartáveis e nos tratam como tal nas redes sociais. Cada conta só se interessa pelos nossos joinhas e seguidores, nada mais. E é tudo falso.
  • Postar coisas, fotos ou vídeos, mais ou menos decentes, que interessem a alguém e que estejam bem feitos é difícil e dá muito trabalho. Talvez horas pensando em que fotografar, gravar, pós produção, colocar tags, colocar uma descrição que tenha algum sentido. Dá um trabalhão.
  • Chego a conclusão de que era mais feliz na tranquilidade da minha conta inativa, só vendo conteúdo dos outros ao invés de ficar tentando postar coisas e lutando para ganhar atenção sem ter um objetivo claro, que só me trouxe decepção e frustração.

1 de fev. de 2018

A disciplina nos fará livres! Veja porque é bom ser disciplinado

 

Antes eu não dava nenhuma importância para a disciplina. Na realidade são várias coisas associadas a disciplina, como constância, resiliência, ter um plano de ação, saber onde a gente quer chegar. Ter tudo organizado, repetir ações diariamente. Seguir aí com os deveres, com as metas que a gente marcou e com nossas obrigações. Essa ideia não parecia nada sexy. Não parecia tão importante. O interessante parecia ser livre para reagir de acordo com a direção do vento, improvisar.

Fazer algo com intenção, saber para onde a gente está indo e fazer esforços diários, como um relógio, para chegar a nossa meta pode não ser sexy, mas significa um mundo. É quando a gente vê quais são os nossos limites, trabalha diariamente por algo e depois de subir os degraus, um a um, todos os dias por centenas de dias...quando a gente olha para atrás...nós estamos chegando no topo da montanha.

Foi com disciplina de anos que melhorei minha flexibilidade e minha saúde. Agora subir uma série de escadas de uma vez não é um sofrimento horroroso. Agora é mais uma oportunidade de provar para mim mesma que posso melhorar ainda mais e sentir um grande bem estar e ter mais energia para mais atividades. Com disciplina e constância cheguei a faixa preta.

Minha gata ficou doente, praticamente terminal e eu preciso agora dar um remédio para ela todos os dias, sem contar que tenho que alimentá-la com comida fresca, especial, dividida ao longo do dia. No começo esses cuidados todos estavam acabando com minha rotina e eu achava que não ia poder cuidá-la bem. Mas aguentei a época de adaptações. Coloquei um alarme no celular e religiosamente fui lá dar o remédio e os outros cuidados. Agora já me acostumei e a gata está muito bem, dentro do que lhe é permitido.

Enfim, a disciplina transforma potencial em algo real se a gente define bem nossos objetivos e planejamos bem como vamos executar para chegar a esses objetivos. 

27 de jun. de 2007

Dente do siso. Minha experiência, cuidados

Finalmente estou livre dos pontos que me deram quando tive que extrair um dente do siso na semana passada. Mas ainda falta eu tirar outro dente desses (ó céus!). Foi um dente do siso da arcada inferior. Eu estava a uma década guardando, marinando o dentinho, que estava deitado em berço esplêndido, e que só mostrava um pedacinho fora da gengiva (semi incluso).


Quem tenha que retirar esses dentes, não os deixe para serem extraídos anos depois, como eu fiz. A coisa foi muito pior agora. Posso enumerar inúmeros motivos: Entortaram os demais dentes; tive que passar por um tratamento de canal em um segundo molar (o dente anterior ao do siso) creio que o siso com cárie acabou fazendo com que esse também se estragasse. Ambos sisos estavam com cárie, difíceis de serem escovados e havia um princípio de inflamação na gengiva ao redor. Em resumo, a coisa estava feia.Antes de partir para a extração o dentista pede uma radiografia panorâmica dos dentes. Assim ele pode saber como os dentes do siso estão posicionados.


Na hora de extrair o siso, com a boca bem anestesiada, não há dor. Mas a língua ficou dormente e tive náuseas. Claro que foi terrível de todas as formas, já que apesar de não sentir dor alguma, vi como transcorria todo o processo.

Como tiveram que usar a broca, depois quebraram à mão o dente (com o respectivo ruído do dente quebrando dentro da boca) e tiveram que extrair o dente que estava aderido ao osso. O cirurgião dentista era muito rápido. De forma ágil, usava a broca como se cortasse pedra. Depois quebrou o dente em partes. Então retirou os pedaços com um alicate. A mandíbula tremia com o esforço. A boca rasgou e começou a sangrar. Um pouco de sangue para lá e para cá.

Enquanto ele fazia tudo aquilo, de maneira quase mecânica que só o costume permite, falava de forma animada com a assistente sobre coisas várias. Tardou uns quinze minutos, entre anestesia e retirada. Depois vi como entrava na boca uma agulha curvada, para dar os pontos. Três pontos. Aí se vê como algo fisicamente indolor pode se tornar um pequeno trauma.

Voltei para casa. Tomei correndo o anti-inflamatório (que era em pozinho, para dissolver em água). Me engasguei.

Nesse primeiro dia só tomei sopinha. Sopinha de envelope, instantânea. Ou seja, sem "sustância". Depois da sopa tomei o antibiótico e o analgésico. Medo de sentir dor.

Fiquei com fome. Apetite não me falta nunca. Isso de tomar só sopa, bá! Aliás, ninguém me recomendou que só tomasse sopa. Disseram-me que eu poderia comer de tudo. Mas claro, com a boca inchada e insensível quem vai atacar um bifão com batatas fritas? Vai que passa a anestesia e você descobre que mordeu toda a parte interna da sua boca. E sente a dor no buraco sem dente e outra dor adicional no buraco que você fez se mordendo. Gostoso.

Dormi com duas almofadas. É bom dormir com a cabeça elevada. Quase sentada. Assim a gente (pelo menos eu) não gira a cabeça. Dormi assim uns 5 dias, porque no quarto dia, quando resolvi dormir sem essas almofadas, sentia que o sangue pressionava o buraco. E se virava a cara, sentia certo incômodo, de forma que segui dormindo com a almofada.

O pós-operatório foi desconfortável. A gente não consegue abrir bem a boca, ao engolir fica uma dorzinha, a boca estava rasgada e cada vez que ia comer a ferida abria. Comia devagar. Enxaguava a boca com água quando sentia que a comida ia para o lado do buraco. Depois de passar fome por um dia e meio resolvi comer de tudo (sem exagero, claro). Comendo devagar e enxaguando a boca dá para comer de tudo sim.

Tinha que escovar os dentes lentamente, e a ferida da boca abria outra vez. Para variar, tive uma leve alergia aos medicamentos. Não sei qual dos medicamentos era, mas me estavam aparecendo umas bolinhas na pele que coçavam, a cara estava inchada por inteiro, isso no quarto dia. Parei de tomar anti-inflamatório e analgésico. O antibiótico continuei tomando porque a recomendação era para tomar 7 dias. O inchaço melhorou.

Hoje, como disse antes, fui ao dentista tirar os pontos. E para variar a linha estava colada na gengiva. Uma dorzinha aqui e ali. Mais um sanguinho. Tudo bem, nada muito trágico... Dá para sobreviver.

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foto Wisdom Teeth by tarale sob licença CC Attribution-ShareAlike 2.0.

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